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Revisitando meus texto ensaísticos de crítica de Arte. Copos plásticos transparentes... Copos plásticos transparentes, destes descartáveis, e canudos que encontramos em bares, sobre as mesas, sempre a nossa disposição... Nada mais banal, nada mais invisível na nossa cotidianidade. São como os edifícios da cidade por onde passamos, sem, na maioria das vezes, nos percebemos deles. Eles estão lá, expostos, dados a disposição de nosso olhar, mas não o vemos. A jovem Giane Nazário, tomando estes objetos invisíveis e inscrevendo uma pequena mensagem, Eu não te esperava, a mão, por meio de um carimbo, com tinta off-set, procura repor o objeto, mas não só, no campo da visibilidade. A jovem, também, escolheu um lugar de passagem, da cotidianidade do intervalo escolar: o bar do CEART, na UDESC. Tal ambiente propicia a aleatoriedade da descoberta, ou seja, da visibilidade dos objetos, pois nem todos, ao sorverem seus líquidos, darão conta de que os copos e os canudos trazem uma mensage...

"PRIMAVERA" LETICIANA: EFEMERIDADE E CATARSE

Eis um exercício de crítica de Arte que fiz há algum tempo. Muito tempo! PRIMAVERA LETICIANA: EFEMERIDADE E CATARSE Era uma terça-feira (21/03/2006), pouco antes das vinte horas, quando uma porta, sutilmente escondida pela escuridão e pela vegetação do jardim de entrada, abriu-se e alguém disse: — É aqui. Adentrei ao ambiente, com outros que esperavam. Ainda havia poucas pessoas.             Do lado de dentro, um corredor-varanda dava os ares de recepção. Nesta, uma porta emoldurava a entrada de uma sala de exposição. À entrada um pano fazia a serventia de “tapete”. Os poucos que, neste momento, por ali adentravam, logo se preocupavam em limpar os calçados. Houve mesmo quem os tirasse. Ares solenes, que se perderiam, mais tarde, com um número maior de transeuntes.             No centro da sala, com a iluminação recaindo sobre ela, a “obra”: um bloco de rosas despet...