Aprendendo com Freire

Uma coisa que APRENDI com Paulo Freire (No sentido integral, onde real aprendizado leva a uma mudança de comportamento) e estou de algum modo conseguindo colocar em prática é o exercício de enxergar o aluno como próximo, como companheiro da aventura da aprendizagem e não como "material de trabalho". Transcender a dicotomia professor-aluno, que representa um aspecto particular de uma dicotomia mais fundamental entre sujeito e objeto, é de fato um desafio; mas que depende mais e mim, da porta da sala de aula para dentro. É algo que se pratica dia a dia, em cada fala, em cada confronto, provocação ou risada. 

Uma coisa que aprendi com Paulo Freire, mas que ainda não sou capaz de colocar em prática é a proposta de uma educação onde o educando comece a tornar-se co-autor de sua própria educação. Onde o próprio aluno (oprimido) comece a tomar consciência da sua passividade frente ao sistema educacional (opressor) e da possibilidade de superação desta passividade a partir de atitudes diversas, na companhia do professor.  Este é um desafio que infelizmente não depende apenas de meus esforços pessoais. Nele encontra-se imbricada toda a configuração da escola, do  formato fragmentado das matérias, da falta de tempo generalizada e da pressão alienante "em tempo real" da cultura de massa através dos celulares, tablets, etc, etc.

Mas, quem sabe, a prática de um aprendizado leve ao outro...

Comentários

  1. Quem tal refletir sobre a liberdade de cátedra?
    Abraço!

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  2. Aprender o que com Paulo Freire?

    Esse senhor é o responsável direto pela falência
    e pela falácia que é a educação pública fundamental no
    Brasil.

    Nos últimos 30 anos o Brasil tem um dos piores resultados
    educacionais do mundo civilizado."Parabéns" Paulo Freire, uma
    "referência" para uma academia patrocinadora do atraso educacional do nosso país.

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